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ECO · Entrevista ·

“Os miúdos podem começar a fazer trabalhos de casa com o ChatGPT”

Daniela Braga, fundadora da Defined.ai, empresa que fornece dados para treinar modelos de inteligência artificial, avalia os últimos desenvolvimentos na área, principalmente o ChatGPT.

A fundadora da Defined.ai admite preocupação com alguns usos que se tem dado ao ChatGPT, o modelo de linguagem da OpenAI que alcançou 100 milhões de utilizadores em apenas dois meses, e adverte para implicações relevantes em setores como o do ensino. Em simultâneo, alerta para o “monopólio do setor privado” nestes modelos, que exigem recursos que não estão ao alcance da maioria das empresas. “Isso é que é democraticamente perigoso para a inovação”, sublinha.

Daniela Braga critica ainda a forma como estes algoritmos são treinados com dados disponíveis na internet, potencialmente sujeitos a enviesamentos e deixando de fora faixas importantes da população. Sobre o futuro da empresa que lidera, diz não ter desistido de uma entrada em bolsa, mas mantém a porta aberta a uma fusão com outra empresa, desde que o negócio corresponda às expectativas de avaliação dos investidores e o sistema de valores seja equivalente. Por fim, confirma que a Defined.ai teve de realizar despedimentos no ano passado.

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Publicado originalmente no ECO

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