Francisco de Lacerda: “As pessoas continuarão a ser o capital mais importante de todas as empresas”
Em entrevista ao ECO, Francisco de Lacerda partilha uma visão otimista do futuro do trabalho numa era de robôs. É que, segundo o líder da COTEC e dos CTT, não haverá emprego só para os engenheiros.
Francisco de Lacerda prefere pensar no agora do que presumir o depois. Sem explorar ideias de “futurologia”, o presidente da COTEC Portugal assume, em entrevista ao ECO, que as pessoas continuarão a ser o principal ativo para qualquer empresa. Isto numa altura em que se levantam questões acerca do futuro do mercado laboral e da sustentabilidade do sistema de segurança social, com a chegada às empresas dos robôs. Para o gestor, muitos empregos vão ser destruídos nos próximos anos, mas a criação de novos postos de trabalho será superior. Contas feitas, o processo acrescentará valor à economia e à sociedade. Até porque nenhuma empresa escapa a esta transformação: “Os CTT também têm estado a fazer o seu caminho de automatização”, salientou o também presidente executivo dos Correios de Portugal.
Esta entrevista surge dias antes da realização de mais uma edição da COTEC Europa, uma iniciativa anual e, desta vez, focada no tema Work 4.0. A cimeira internacional trará a Lisboa os chefes de Estado de Portugal, Espanha e Itália esta quarta-feira.
Publicado originalmente no ECO