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Empresas portuguesas já testaram inteligência artificial. E gostaram

Em Portugal já se dão passos firmes na tecnologia, com resultados para apresentar. Mais soluções chegam ao terreno até ao fim do semestre, mas a tendência ainda escapa às empresas de menor dimensão.

Depois de ter subido aos conselhos de administração de muitas empresas, a inteligência artificial (IA) vai descer à terra em 2024, no rescaldo da onda de euforia que ocupou todo o ano passado graças ao fenómeno do ChatGPT. Para algumas empresas portuguesas de maior dimensão, o primeiro semestre será marcado pelo lançamento de soluções que recorrem a este tipo de tecnologias. Umas mais avançadas do que outras, mas todas com potencial de otimizar processos, aumentar as vendas, e, claro, reduzir os custos.

Tendências tecnológicas como o metaverso foram empurradas para segundo plano, com muitos gestores a verem no cardápio da IA benefícios tangíveis para os seus negócios. Dos correios à banca, das telecomunicações à saúde, há exemplos para todos os gostos. Recorrendo a IA generativa, a Worten deixou de contar com humanos para escrever as descrições dos produtos que vende na internet. No BPI, tenta-se detetar com antecedência os clientes em risco de incumprimento no crédito. E até os CTT, uma empresa com mais de 500 anos, estão a dar cartas nesta tecnologia: já são os algoritmos que decidem o caminho que os carteiros vão fazer na volta do correio.

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Publicado originalmente no ECO

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