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ECO · Entrevista ·

“Hoje os operadores de telecomunicações estão simplesmente a queimar dinheiro”

A Anacom quer renovar as licenças de espetro da Meo, Nos e Vodafone por períodos de 14 e 15 anos, e a consulta pública está aberta até 9 de outubro. Para Alessandro Gropelli, diretor-geral da Connect Europe, a proposta “não corresponde ao pensamento mais recente ao nível europeu”, que passa por “licenças ilimitadas” ou, em casos excecionais, de pelo menos 40 anos.

A Connect Europe representa os maiores operadores europeus de telecomunicações, entre eles a Meo, e é a voz do setor em Bruxelas. Confrontado com o facto de o regulador alemão ter prolongado licenças por apenas cinco anos e de o italiano ter proposto oito, Gropelli não aceita a comparação: o critério, defende, deve ser a China e os Estados Unidos, e por esse critério “a Europa e Portugal estão gravemente desalinhados”.

A entrevista, proposta pela Meo, não fica pelo espetro. Questionado se os consumidores devem esperar pagar mais por melhores redes, o diretor-geral da Connect Europe responde que não — espera é que o número de operadores diminua dentro de cada mercado. E aponta o caso português: “Portugal e a Bélgica foram na direção oposta. Tinham três e acrescentaram o quarto.”

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Publicado originalmente no ECO

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