Há uma guerra de audiências. Mas quem vê e quanto valem as manhãs na TV portuguesa?
No meio da guerra das audiências entre SIC e TVI, fomos olhar para as manhãs na televisão portuguesa. Conheça o tipo de público que assiste a estes programas, e as marcas que se interessam por eles.
Quem vê caras não vê televisões. Ou melhor, não vê os nomes dos canais televisivos. Os dados mostram que a transferência de Cristina Ferreira da TVI para a SIC pôs a estação de Carnaxide na liderança das manhãs, estatuto que, antes, recaía sobre o canal de Queluz de Baixo. Ou seja, com Cristina foi grande parte do público, embora ainda seja prematuro afirmar que a apresentadora venceu a guerra das audiências a Manuel Luís Goucha. Mas no meio disto tudo, há uma pergunta que se impõe: quem vê e quanto valem as manhãs na televisão portuguesa?
Excluindo os portugueses que recuam e avançam na emissão, as manhãs na TV generalista são caracterizadas por um público doméstico. “A diferença entre os programas da manhã e o prime time cifra-se essencialmente no tópico dos profissionais ativos, ou seja, das pessoas que trabalham”, começa por explicar ao ECO Pedro Mendes, diretor do IPAM Lisboa. É um público mais doméstico e aposentado. Quanto à diferença entre as manhãs e as tardes, há apenas um ponto de distinção: as manhãs ainda têm algum público composto por profissionais ativos, que chegam a casa por volta das 12h40, explica o docente.
Publicado originalmente no ECO