Estado português sem capital direto na futura Gigafábrica de IA
Verba de 200 milhões de euros já alocada pelo Governo apoiará a infraestrutura por via da aquisição de capacidade de computação, sem "uma participação do Estado no seu capital", diz fonte oficial.
Portugal é visto como forte candidato a acolher uma das sete Gigafábricas de Inteligência Artificial (IA) que serão cofinanciadas pela União Europeia. Contudo, apesar do compromisso do Governo em investir 200 milhões de euros na iniciativa, não está previsto que o Estado venha a deter uma participação direta no capital da entidade que vai gerir a infraestrutura. O apoio nacional assume exclusivamente a forma de aquisição de capacidade de computação, um recurso escasso e muito procurado atualmente.
O esclarecimento foi dado por fonte oficial do Ministério da Reforma do Estado em resposta a questões colocadas pelo ECO, na sequência da abertura oficial do concurso público da Comissão Europeia no passado dia 30 de junho. Aos 200 milhões de euros de fundos nacionais acrescem mais 200 milhões de euros de fundos europeus, num apoio total de 400 milhões de euros para tornar realidade uma Gigafábrica de IA em Sines — isto, claro, se a candidatura nacional, que deverá ocorrer em aliança com Espanha, vier a ser uma das selecionadas.
Publicado originalmente no ECO